ESPETÁCULO "DEIXE A LUZ DA VARANDA ACESA" EM TEMPORADA POR CRAS DO DF E NO CANTO DA AUGE

Deixe a Luz da Varanda Acesa.


Deixe a Luz da Varanda Acesa Foto: Diego Bresani
Fala de afeto e reencontro emoldurados por um laço familiar, que extrapola o padrão normativo, num enredo costurado por sensações, emoções e lembranças.

De uma relação entre duas personagens, a peça “Deixe a Luz da Varanda Acesa” narra a reaproximação entre Rita, uma senhora de 60 anos de idade, e Verônica, a filha biológica de sua companheira. Ambientado no interior da casa onde as três conviveram, o lar é o espaço que acolhe o reencontro dessas duas mulheres. Entre objetos antigos, aromas e memórias, o espetáculo descortina uma relação cheia de conflitos, porém, de muito afeto.

Verônica, quando adolescente, não conseguiu conviver com a mãe e sua companheira, o que a levou a sair de casa em busca de seus sonhos, ao completar dezoito anos de idade. Passadas duas décadas, ela retorna para dividir suas experiências, andanças, dissabores e reviver um passado que jamais deixou de acompanha-la. Este reencontro as levam a compartilhar emoções até então desconhecidas.

Com texto, dramaturgia e encenação originais, “Deixe a Luz da Varanda Acesa” teve como ponto de partida uma experiência vivida por Áurea Liz, que assina a dramaturgia. “Minha mãe, depois de ter se sentido mal, pediu que deixassem a luz da varanda acessa. Assim, eu saberia que havia algo de errado”, recorda Áurea, que pontua: “no entanto, o espetáculo não é autobiográfico”. Essa mesma varanda e casa hoje são sede do Canto da Auge, um espaço cultural em meio a uma área residencial da Asa Norte, no qual o espetáculo também será apresentado.

A encenação se desenrola dentro de uma casa onde a plateia está em meio a objetos antigos e é sensibilizada por aromas familiares. “Trazer o olfato como despertar da memória e das emoções partiu de um delicado estudo dos aromas e suas formas de difusão.” Esse estudo baseia-se na estética sensorial reafirmada por George Sand, pseudônimo de Amandine Dupin, aclamada memorialista francesa, que diz: “A recordação é o perfume da alma”, conta Áurea Liz.

Ficha técnica:

Dramaturgia: Áurea Liz
Direção: Gelly Saigg e Ernandes Silva
Com: Lilian França e Áurea Liz
Figurino: Sílvia Mello
Cenário: Gelly Saigg
Trilha sonora original: Vitor Barbosa
Música “Aliviar”: Moara
Assistência de acessibilidade: Pedro Barbosa e Filipe Alemar Guimarães
Intérprete de libras: Bárbara Barbosa
Fotos divulgação: Diego Bressani
Coordenação de produção: AUGE Produtora
Produção executiva: Moara Ribeiro

Serviço:

Espetáculo: “Deixe a Luz da Varanda Acesa”
Gênero: Drama
Temporada de 13 a 18/12, de quinta-feira a terça-feira - Canto da AUGE em Brasília (HCGN 705, Bl. L, Cs.19), sempre às 20h.
Entrada: Pague o quanto quiser, a partir de R$ 30,00 (meia entrada)
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.

Deixe a Luz da Varanda Acesa


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