quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

DOENÇAS SISTEMÁTICAS PREJUDICAM A SAÚDE BUCAL

A boca é colonizada por mais de 700 espécies bacterianas.


Foto reprodução 
A boca é colonizada por mais de 700 espécies bacterianas. Essas bactérias podem desencadear infecções em outras partes do corpo durante hábitos diários, como a própria escovação. Apesar disso, esse link entre Saúde bucal x Saúde sistêmica e melhor qualidade de vida ainda não é uma associação consciente da população. A doença periodontal (doença que acomete os tecidos de suporte e proteção dos dentes) está entre as principais doenças inflamatórias crônicas, com alta prevalência entre as diferentes populações do mundo.

As evidências apontam que a saúde periodontal deficiente está associada à deficiência da saúde sistêmica. Esse envolvimento está cada vez mais comprovado nas doenças cardiovasculares, renais, diabetes, parto prematuro, nascimento de bebês de baixo peso, artrite reumatoide, obesidade e vários tipos de câncer. O que mostra ser impossível considerar a boca como um órgão independente. Cientes de que a aproximação das diversas áreas da saúde compõe um dos alicerces para a promoção de saúde, as dentistas dra. Elisa Grillo e dra. Mariana Figueiredo visam fortalecer essa importante interação entre a periodontia e as diversas especialidades médicas.             Assim, elas têm como proposta oferecer excelência em atendimento odontológico, resolvendo quadros inflamatórios bucais com foco na prevenção de alterações sistêmicas e melhora do controle de doenças preexistentes. 

Diabetes:
A doença periodontal é a sexta complicação do Diabetes. Como os pacientes que tem diabetes apresentam dificuldade em reagir a processos inflamatórios e infecciosos, as consequências da doença periodontal com a glicemia descompensada são mais graves. Assim, observa-se perda óssea mais agressiva e maior frequência na perda de dentes causada por problemas periodontais. Por outro lado, a inflamação da gengiva dificulta a absorção de insulina pelos pacientes diabéticos. Desta forma, ocorre uma maior descompensação glicêmica, ou seja, os pacientes que não tratam suas infecções bucais não conseguem controlar seu diabetes e vice-versa.

Doenças cardiovasculares:
A doença periodontal tem sido fortemente associada às doenças cardiovasculares. Esta associação pode ocorrer de algumas formas, uma delas é o risco de endocardite bacteriana, as bactérias envolvidas na periodontite podem migrar para o coração e desencadear uma séria infecção em determinados pacientes. Outra via de interação entre a periodontite e doenças cardiovasculares diz respeito à aterosclerose (principal causa de infarto e acidente vascular cerebral), que pode ser desencadeada por agentes infeciosos de origem bucal.

Parto prematuro:
As bactérias presentes na doença periodontal e o processo inflamatório desencadeado por elas podem ativar hormônios responsáveis pela contração do músculo uterino, provocando o parto prematuro. Além do parto prematuro, a inflamação da gengiva também pode provocar o nascimento de bebê de baixo peso por interferir no crescimento do feto. 

Doenças renais:
Os mediadores inflamatórios envolvidos na periodontite, especialmente a proteína C – reativa, estão relacionados à disfunção endotelial e aterosclerose, o que pode representar uma complicação para os pacientes renais crônicos. Estudos avaliaram os efeitos do tratamento periodontal na função renal de pacientes com doença renal crônica e , após seis meses da terapia periodontal, houve significativa redução dos marcadores de risco avaliados.

Tabagismo:
O hábito de fumar favorece a instalação e evolução das doenças periodontais. Podemos afirmar, sem sombra de dúvida e com base em pesquisas já realizadas mundialmente, que todo fumante será, algum dia, acometido por doenças periodontais. Apesar de se apresentar de forma mais agressiva, a doença periodontal no paciente fumante pode ser mascarada. Isto porque os substâncias tóxicas do cigarro provocam vasoconstrição dos vasos sanguíneos, diminuindo ou impedindo o sangramento da gengiva, que é o principal sinal da doença periodontal.

Câncer:
O câncer está associado a diversas doenças crônicas, inclusive à doença periodontal. A presença de inflamação em alguma parte do corpo está envolvida com a formação de, aproximadamente, 20% dos tumores humanos. Sendo assim, combater a inflamação causada pela doença periodontal pode ser um dos fatores de proteção mais importantes para o câncer. O acompanhamento com um cirurgião-dentista é essencial para o diagnóstico, tratamento e orientação para manter a sua saúde. A saúde bucal é parte indissociável da complexa relação de fatores responsáveis pelo perfeito funcionamento do organismo. A atenção às particularidades desse microambiente único no corpo é essencial ao alcance de melhores resultados nas terapias sistêmicas.

Dra. Elisa Grillo
Especialista em Periodontia
ACDC CAMPINAS
Odontologia para pacientes Oncológicos 
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS 
Habilitação em Laserterapia
USP São Paulo
Dra. Mariana Figueiredo 
Mestre em Periodontia
FOAR UNESP
Especialista em Periodontia
FOAR UNESP
Especialista em Implantodontia
FOAR UNESP

Serviço:
PERIO’LIFE
Elisa Grillo Araújo
Celular: 61. 98424-7764
E-mail: elisagrillo@gmail.com
Telefone: 3711-1818 / 99960-3770
Endereço: SHLN – Lote 09 – Bloco A – Sala 212 – Ed. Biosphere Health Center

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