terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O RENASCIMENTO DAS CERVEJAS ARTESANAIS

Conheça algumas cervejarias do nosso quadrado e que muitos já deveriam ter tido a oportunidade de experimentar.



Cerveja artesanal. Foto reprodução 
Consumida mundialmente, a cerveja acompanhou o homem por várias civilizações e sobreviveu aos séculos se reinventando e ganhando novos sabores. Ninguém ao certo sabe dizer como ou onde a cerveja surgiu, mas os registros mais antigos datam de milhares de anos a.C., na região do Egito. Ela não era consumida como hoje, com o proposito de prazer e divertimento, as pessoas consumiam a cerveja como uma bebida básica do dia a dia, assim como o pão e leite. Ela não tinha o mesmo teor alcoólico das cervejas modernas.

Devido ao processo de fermentação e a falta de conhecimento sobre o processo microbiológico, as pessoas associavam o produto como uma criação dos deuses com muita magia e simbolismo. De acordo com especialistas a bebida foi apresentada ao povo através do deus Osíris, e era atribuído a ela um poder medicinal. Ao longo dos séculos, na era Medieval novos ingredientes como mel, ervas e especiais foram compondo sendo acrescentadas e os processos de fabricação foram aprimorados. O lúpulo passa a ser um ingrediente importante na receita.

Com o processo da Revolução Industrial, a cervejaria mudou a forma de fabricação lenta e em pequena escala, para a produção rápida e em grandes volumes. A receita com malte de cevada ou trigo, lúpulo e água vem de terras europeias. Somente no século 20 a ação das leveduras foi descoberta e foi possível classificar as cervejas pelo seu estilo.

Aqui no Brasil a bebida chegou junto com a família real, mas só foi popularizada após o fim do período monárquico. As primeiras receitas eram conhecidas como Gengibirra (água, cascas de limão, gengibre e farinha de milho) e Caramuru (milho, gengibre, açúcar mascavo e água).

Mas estamos vivendo um novo renascimento das cervejas artesanais, que estão ganhando cada vez mais espaço no gosto dos consumidores. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, o mercado de cervejas artesanais cresceu 130% nos últimos cinco anos, correspondendo a um faturamento de R$ 130 bilhões em 2017. 

O que justifica essa procura? Consumidores mais exigentes em busca de produtos com sabor, textura e composições únicas e diferentes. O tempo de maturação da cerveja é mais longo o que permite sabor e aromas característicos, a quantidade de malte é maior em algumas composições. 

Um levantamento realizado pela Abracerva DF indicou que em Setembro 2018 o DF e entorno possuem 30 cervejarias em funcionamento. Ao que tudo indica o número de cervejarias não irá parar de crescer, desta forma vamos separar em três grupos:
As fábricas — Cervejarias brasilienses que possuem produção própria.
Espaços Próprios — Cervejarias brasilienses que ainda não possuem sua própria fábrica, mas já possuem um ponto fixo na cidade.
As Ciganas — Cervejarias com alma brasiliense, porém que realizam sua produção em fábricas de terceiros.

Conheça agora algumas cervejarias do nosso quadrado e que muitos já devem ter tido a oportunidade de experimentar.

HOP CAPITAL BEER


Foto divulgação 
A Cervejaria Hop Capital Beer chegou ao mercado em 2017, com o lançamento da West Cost IPA. A primeira cerveja foi feita de forma cigana em Cervejaria Süd, enquanto a fábrica aguardava os ajustes e vistoriais finais. No início de 2018 a cervejaria abriu as portas da sua fábrica e brewpub localizado no SIA.

A Hop Capital Beer é comandada pelo Mestre-Cervejeiro Paulo Cesar (PC) e tem como sócio o chef e empresário Gil Guimarães, referência na gastronomia da cidade. Também compõem a sociedade os empresários Sérgio Luz e Guilherme Barros.

Principais Rótulos:
West Cost IPA
Flor de Hibisco — Weissbier
Hop Juice — NEIPA
Endereço: SIA Trecho 17 Rua 3 SIA, lote 160, Brasília — DF, 71200–207

STADT CERVEJARIA


Foto divulgação 
A Stadt é uma das pioneiras da cena cervejeira do quadrado. A cervejaria abriu as portas como brew pub com a produção sendo realizada junto ao bar localizado no SIG. Entretanto, devido a questões de mercado, o SIG não abriga mais a produção da cervejaria que está sendo realizada na nova fábrica em Luziânia (GO).

A Stadt Cervejaria, antigamente conhecida como Stadt Bier, passou por uma reformulação com a chegada de novos sócios e está relançando alguns de seus rótulos, além de apresentar novidades como a Monumental, a primeira IPA da cervejaria.

Além dos bares com a marca própria, a Stadt também oferece sua cerveja em diversos bares, restaurantes e eventos da cidade, além de contar com um serviço de delivery para quem quiser comprar para seu próprio evento.

Principais Rótulos:
Capital — Pilsen
Monumental — IPA
Delirius — Strong Belgian Ale


CORINA CERVEJAS ARTESANAIS


Foto divulgação 
A cervejaria comandada por Eduardo Golin, Marcel Castelo Branco e Heitor Heffner iniciou suas atividades cervejeiras como o primeiro beer truck de Brasília e de lá pra cá tem crescido bastante, sempre movimentando a cena cervejeira da Capital. A Corina produz seus rótulos de forma cigana e já lançou cervejas como a Linda, Leve e Solta, Conic, Fiapo e a Taguá. O foco da cervejaria é a distribuição das cervejas em chopp, mas também é possível encontrar os rótulos em garrafa.

O Curral da Corina, apelido do galpão da Corina Cervejas Artesanais, fica localizado no Setor de Oficinas Norte e oferece uma programação diversificada e muitas opções de cervejas. O espaço está aberto às sextas a partir das 17h para venda e enchimento dos famosos “Gráulers” (Growlers), e durante o sábado a partir das 11h, com opções de comida para acompanhar as 11 opções de chopp que podem ser bebidos on tap ou enchidos e levados para casa.

Principais Rótulos:
Linda, Leve e Solta — Pale Ale
Conic — Double IPA
Fiapo — IPA com Manga
Endereço: Sofn Quadra 1 Conjunto B , Lote 11 — SOF Norte, DF, 70634–120

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