quinta-feira, 15 de agosto de 2019

No Dia da Gestante: educadora física fala sobre benefícios da atividade física para as futuras mamães

Dia da Gestante. Foto: reprodução 
Não é de hoje que a prática de exercícios físicos é recomendada pelos profissionais da área da saúde. A justificativa de muitos médicos para tal importância está nos seus inúmeros benefícios, como prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão e câncer. E quando se fala em gestantes, o cuidado deve ser redobrado. 

Daniela Rico, profissional de educação física e criadora do programa Dani Rico na Bodytech Brasília ressalta que a prática é de suma importância, mediante a liberação do obstetra e participação de um educador físico especializado. Ela destaca que além de ajudar no controle do peso, atividade física contribui em outros aspectos, como a melhora do sono, da digestão, redução da ansiedade e melhora da autoestima.

“O exercício auxilia na diminuição das dores estruturais, como o as lombares, dor púbica, pélvica, câimbras e dores nas pernas, além de melhorar a circulação reduzindo inchaços, edemas, hemorroidas, varizes, tromboses, entre outros”, destaca Daniela. Outro benefício citado pela profissional é o aumento da resistência no trabalho de parto. 

Mas atenção!
Daniela alerta que as grávidas sedentárias devem tomar cuidado. O ideal é que comecem a prática após o primeiro trimestre, com atividades mais leves ou moderadas como alongamento, hidroginástica, musculação, natação, yoga e pilates. A especialista aponta que a carga deve ser leve, numa frequência de 3x por semana com duração de 30 a 60 minutos por dia. 

“A gestante vai gradativamente aumentando a intensidade do exercício à medida que for melhorando a sua condição física, a cada trimestre há uma resposta diferente. Mas é importante evitar ofegar, ficar ruborizada e suar excessivamente, além de controlar a frequência cardíaca durante a prática do exercício”, afirma. 

Já as futuras mamães mais fitness precisam adequar os seus treinos. “É preciso reduzir a carga e a intensidade do exercício praticado em pelo menos 25% do que se praticava antes, evitar exercícios de alto impacto, principalmente no primeiro trimestre, para não aumentar a temperatura corporal e prejudicar a formação neurológica do bebê”, destaca.

A professora de educação física complementa que deve-se respeitar a frequência cardíaca da gestante e, as atividades precisam ser leves a moderadas, com aulas de localizada adaptada, pilates, treinamento funcional, hidroginástica, musculação, natação e yoga, de três a seis vezes na semana e com duração de até uma hora e meia, variando a intensidade.

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