BOLHAS 3: UMA VIAGEM ESPACIAL

Augusto Correa. Foto: Pedro Lehner
A pintura atravessa os tempos como um poderoso meio de expressão de pensamentos, ideias e sentimentos. Para Augusto Corrêa, a linguagem é um meio visual de comunicação com o mundo.

O jovem nasceu com Síndrome de Down e já coleciona centenas de telas pintadas que expôs em duas exposições em Brasília. Agora o convite é para BOLHAS 3: UMA VIAGEM ESPACIAL título da mostra em exibição no Centro Cultural TCU, de 26 de setembro a 5 de outubro.

A trajetória de Augusto Corrêa transcende o universo da arte e reafirma a importância da inclusão social de pessoas com necessidades especiais. O Brasil possui hoje mais de 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, algo em torno de 15% da população, cujo acesso à cultura, informação e educação de qualidade é ainda predominantemente restrito.

Augusto sempre foi apresentado a todo tipo de atividade para ser estimulado. O jovem pratica equoterapia e natação, é faixa marrom de judô, mergulha em alto mar e aprende música e violão. Nesta gama de modalidades esportivas e culturais, tem na pintura uma forte voz. Nas telas, aciona a linguagem visual que transcende a fala ao incitar abordagens sobre sua relação com a arte através das cores.

Augusto Corrêa apresenta a exposição "Bolhas 3 - Uma Viagem Espacial" no Centro Cultural TCU de 26 de setembro a 5 de outubro, com entrada franca. A visitação ocorre de segunda a sexta, de 9 às 19 horas. Visitas orientadas podem ser agendadas via (61) 3527-5221.

Sobre o artista:

Na Copa do Mundo do Brasil, Augusto Corrêa foi convidado pela FIFA e se tornou o primeiro jovem com Síndrome de Down a ser porta-bandeira do evento, no jogo Colômbia x Costa do Marfim, realizado no Estádio Mané Garrincha em Brasília.

Desde pequeno, sem que ninguém o tivesse estimulado, começou a pintar pequenas bolinhas e dar a elas coloridos muito interessantes. Aos poucos evoluiu e os desenhos se transformaram em uma linguagem visual. Com um acervo interessante, fez sua primeira exposição “Bolhas” em 2015, no Senado Federal por ocasião das comemorações do dia 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down. Empolgado, dedicou-se ainda mais à pintura e no ano seguinte, em 2016, voltou a expor no Senado Federal, com o tema “BOLHAS 2: UMA VIAGEM AO FUNDO DO MAR”.

Augusto Corrêa evolui agora para uma nova etapa com uma pintura viva e multicolorida. Já próximo da comunicação digital, ele convida a todos para uma viagem pelo mundo da cor e dos movimentos na nova exposição.

Exposicao Bolhas 3 Uma Viagem Espacial de Augusto Correa. Foto: Pedro Lehner
Serviço: Exposição "Bolhas 3 - Uma Viagem Espacial" de Augusto Corrêa
Local: Centro Cultural TCU (Setor de Clubes Esportivos Sul - Trecho 3 - Lote 3)
Data: De 26 de setembro a 5 de outubro de 2019
Horário: De 9 às 19 horas (segunda a sexta-feira) e 14 às 18 horas (sábados)
Informações e visitas orientadas: (61) 3527-5221
O Centro Cultural TCU é fechado aos domingos e feriados.

Centro Cultural TCU:

Localizado no Instituto Serzedelo Corrêa, Escola Superior do TCU, o Centro Cultural TCU promove as ações culturais do TCU. Estas ações oferecem a estudantes e ao grande público importantes oportunidades de acesso à história, à arte e a outras manifestações culturais, em alinhamento com a pauta positiva estabelecida pela gestão do TCU.

As atividades culturais realizadas no Centro Cultural TCU são atendidas pelo Programa Educativo do TCU, um projeto que visa assistir a grupos e escolas que utilizam conteúdo desenvolvido especificamente para cada exposição.

Com a realização de visitas mediadas por arte-educadores e em suas demais atividades, como oficinas e workshops, o Programa Educativo do TCU contribui diretamente para a visão crítica e a formação cidadã de estudantes das redes pública e privada de ensino.

A exposição BOLHAS 3: UMA VIAGEM ESPACIAL une o público de todas as idades. O Programa Educativo do Centro Cultural TCU proporciona acessibilidade a estudantes de ensino fundamental e médio. As escolas podem agendar visitas orientadas com mediadores.

Aliar economia criativa, bens e serviços culturais, além de promover a igualdade são nobres benefícios à sociedade e aproximam a população das artes visuais sob a peculiar ótica da Síndrome de Down.

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