quinta-feira, 12 de março de 2020

Nem toda vertigem é labirintite; entenda causas

O sintoma pode ser associado a diversas outras doenças, não só a problemas no labirinto.


Labirintite; entenda causas. Foto: Representação

A sensação de ver o mundo girar acompanhada de sintomas como enjoo, perda de equilíbrio e zumbido no ouvido. “Doutor, tenho labirintite!” seria a primeira reação de muitos com esses sintomas ao consultar um otorrinolaringologista. Especialistas alertam, porém, que nem toda vertigem é labirintite. Existem diferentes doenças do labirinto, parte do ouvido responsável pelo equilíbrio do corpo, e, muitas vezes, a palavra labirintite é usada equivocadamente.  

A médica Juliane Barbosa, otorrinolaringologista da clínica OtorrinoGama, explica que é recorrente pacientes chegarem ao consultório com queixa de tontura ou vertigem já achando se tratar de uma labirintite. “O quadro de tontura pode sim ter como origem as labirintopatias, que são doenças que acometem o labirinto. Mas também pode estar associadas a doenças fora do labirinto, como diabetes, alterações hormonais, doenças neurológicas”, esclarece a especialista. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), mais de 30% de brasileiros são atingidos pela doença, que abrange principalmente idosos e mulheres. A patologia se desenvolve quando áreas do ouvido interno ficam inflamadas e irritadas, o que faz com que os nervos enviam sinais errados ao cérebro como se o corpo estivesse se movendo. 

A labirintite é, na verdade, uma doença não muito comum, que se manifesta, em geral, depois dos 40 anos, sendo decorrente de alterações metabólicas e vestibulares. Hipoglicemia, diabetes, hipertensão, otites, café, fumo, alcoolismo, alguns medicamentos, estresse e ansiedade podem ser fatores de risco para labirintite. 

A doença, na maioria dos casos, é causada por alguma infecção viral ou bacteriana. Mas o Ministério da Saúde alerta que também pode ocorrer devido a lesão na cabeça, reação a um determinado medicamento ou transtornos na circulação sanguínea, que afetem o ouvido interior ou o cérebro. Os sintomas mais comuns são: perda auditiva, tontura, vertigem e zumbido. 

Tratamento


Apesar de ser sinal de alerta para outras doenças, ao sentir alguma vertigem é importante consultar um médico otorrinolaringologista. A avaliação clínica e o exame otoneurológico completo são necessários para estabelecer o diagnóstico correto. Após a confirmação, o próximo passo é entrar com o tratamento, que pode consistir no uso de anti-histamínicos e a terapia de reabilitação vestibular pode ajudar em alguns casos. Uma vez estabelecida a causa e o tratamento adequado, a tendência é a doença desaparecer.

“A labirintite é uma doença que, geralmente, aparece e desaparece naturalmente, mas isso não anula a importância de um diagnóstico correto feito por um profissional da saúde. Ao menor sinal da do problema, o ideal é procurar um otorrino para realizar os exames necessários”, alerta Juliane.

Por fim, a especialista lembra a importância de atos saudáveis na luta contra a doença. O ideal é que a pessoa durma bem, se alimente corretamente, pratique atividade física, não fumar. Assim, com um estilo de vida saudável, as chances de ter uma crise de labirintite reduzem consideravelmente. Seja qual for o contexto, a médica chama atenção para importância de estar atento aos sinais. 

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