Raw Food: a busca por uma alimentação saudável e consciente

Semana passada falamos sobre o Junk Food, um estilo de alimentação com baixo consumo de nitrientes, mas em contra partida a busca por uma alimentação de qualidade, composta por alimentos frescos e naturais, vem aumentando à medida que a população se conscientiza sobre a relevância da saúde alimentar. Nota-se a utilização de recursos naturais de forma eficiente, devido à preocupação dos consumidores com a procedência da comida que, além de produtos naturais, buscam comprar marcas de fabricantes que não agridam o meio ambiente ou os animais.


Raw Food / Foto: Freepik


A Raw Food vem de encontro a essa busca da sociedade atual por uma alimentação mais saudável e consciente. Essa tendência, que em tradução literal significa “comida crua”, possui outros nomes, como “alimentação viva”, “dieta crua”, “crudismo” ou “crudivorismo”. Independentemente da terminologia utilizada, o conceito é o mesmo: uma alimentação baseada no consumo de alimentos de origem vegetal, na forma mais natural possível e que não passem por processos químicos (como refinamentos) ou físicos (como temperaturas entre 42 e 48ºC).


Embora essa tendência na alimentação seja algo novo, ela já é praticada há muito tempo, se considerarmos que os primeiros seres humanos se alimentavam somente com comida crua. Os alimentos passaram a ser cozidos somente após a descoberta do fogo. Entretanto, a raw food se fortaleceu no início da década de 1990. O movimento promove uma alimentação mais saudável, natural e orgânica, livre de glúten, açúcares, alimentos de origem animal e seus derivados, o que torna esse tipo de dieta uma grande aliada no processo de desintoxicação natural, melhorando a disposição, a digestão e a absorção dos nutrientes.


Essa tendência tem conquistado milhões de adeptos no mundo. O movimento raw food utiliza verduras, legumes, leguminosas, brotos, frutas, raízes, algas e cogumelos, além de alguns alimentos fermentados (chucrute, missô, queijos e iogurtes vegetais), sementes, castanhas germinadas, entre outros. A deglutição desses nutrimentos funciona como um recarregador de baterias, conectando o indivíduo com as forças da natureza, trazendo energia, vitalidade e rejuvenescimento ao corpo e à mente.


Estudos científicos demonstram que alguns alimentos crus não são obrigatoriamente mais saudáveis do que os alimentos cozidos, como os brócolis, que apresentam mais nutrientes quando passam pela cocção. No entanto, é preciso alguns cuidados com o preparo deste alimento, por exemplo, para que isso ocorra: picar os brócolis, deixá-los descansar por 15 minutos e depois cozinhá-los por apenas um minuto em água fervente ou no vapor. Deste modo, esse processo ativa uma enzima fundamental que forma um nutriente desintoxicante (KOSACHENCO, 2015). O tomate também é um exemplo de antioxidante, devido ao licopeno, e sua absorção é mais eficaz quando cozido, em forma de molho.


Os adeptos dessa dieta devem considerar o equilíbrio fundamental: é preciso balancear esses alimentos. Alguns poderão prover uma superdose de vitaminas, mas podem não suprir em proteínas. Mesmo a dieta baseada em alimentos crus precisará de carboidratos, gorduras e proteínas. A seguir, você verá em quais alimentos encontrá-los:

  • Carboidratos: frutas, cenouras e grãos.
  • Proteínas: frutas secas germinadas, sementes, grãos e vegetais verdes.
  • Gorduras: abacate, frutas secas, sementes, coco.
  • Cálcio: sementes de gergelim, amêndoas, brócolis, couve, repolho, algas, ameixas.
  • Ferro: espinafre, couve, brócolis, beterraba, castanha-de-caju, uva-passa, damascos, sementes de girassol e abóbora, tomate seco, algas, linhaça.

 

Em relação aos benefícios da dieta raw food, observamos que esta melhora disposição física e mental, promove mais horas de sono e melhora o sistema imunológico, além de ser benéfica para pele, unhas e cabelos e melhorar o sistema digestório. Promove também a desintoxicação orgânica e a perda de peso, entre outros. Entretanto, embora seja considerada uma alimentação saudável, alguns casos devem ser considerados, como mulheres grávidas, crianças e idosos, indivíduos com histórico de baixa imunidade e renais crônicos

Fábio Salvador

email facebook instagram Formado em Administração e pós graduado em Marketing Digital, Gastronomia Internacional, Gastronomia Brasileira e Gastronomia e Ciência dos Alimentos. Amante da gastronomia e aspirante de Confeitaria.

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