SEGUINDO AS ORDENS DE MADAGASCAR: EU ME REMEXO MUITO!

 Semana passada iniciamos uma série sobre alimentação infantil -se você perdeu a primeira, fique tranquila, salvamos aqui pra você, e nela falamos sobre os efeitos da pandemia na nutrição infantil.

Cuidar da alimentação é fundamental, mas em tempos de isolamento social, como incentivar as crianças a manter os hábitos, mesmo passando o dia todo em casa? Em função da pandemia do novo coronavírus, as famílias viram suas rotinas virarem de pernas para o ar, escolas, clubes, parques, creches, entre outros, interromperam suas atividades obrigando as crianças a ficarem em casa.


Imagem:Freepik


Desta forma, as famílias precisaram se adaptar repentinamente a uma nova rotina de trabalho, estudos, higiene, lazer e alimentação. Em casa o dia todo as crianças sentem-se em férias, momentos em que regras alimentares e horários são quebrados, com isso lutam para impor seus gostos pessoais que, em geral, não são os mais saudáveis.

De acordo com um estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a quarentena imposta pela pandemia da COVID-19 pode ter impactos negativos na obesidade, por restringir a manutenção das atividades presenciais dos programas de perda de peso; por predispor a maior sedentarismo devido ao distanciamento social e proibição de frequentar academias, parques e áreas de lazer; por aumentar o consumo de alimentos enlatados (ricos em sódio) e processados (maior validade), ao invés do consumo de alimentos frescos que requerem idas mais frequentes ao mercado. Além disso, o confinamento pode agravar questões emocionais. Como a obesidade se associa a maior risco de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes, estas merecem observação especial de seu comportamento e humor por parte dos familiares.

O Professor de Educação Física, William Leite ressalta que, diante desse contexto de isolamento social as crianças passam a ter menos opções de atividades principalmente as que envolvem o corpo, como brincar e interagir com os amigos, e ficam mais propensas ao sedentarismo, o que não é bom, visto que este é um grande vilão e potencializador de doenças crônicas. A brincadeira para criança serve não apenas como diversão, proporciona a criança uma amplificação das suas capacidades físicas e cognitivas assim como aprendizagem motora e gasto calórico.

Segundo William as brincadeiras antigas são ótimas opções para esse momento. Brincadeiras como pular corda, fazer estrelinha, dar cambalhota, pular amarelinha, jogar bolinha de gude, o tradicional vivo e morto, entre outros, são ótimas opções assim com utilizar a tecnologia, com auxílio dos aparelhos de Kinect, por exemplo, que utilizam do movimento em games de dança e alguns esportes. O que vale é se cuidar e não ficar parado! É indicado diariamente a prática de pelo menos 30 minutos de atividade física.

Para a Nutricionista Materno Infantil, Bruna Papalardo, os pais podem ajudar os filhos seguindo os seguintes passos:

• Fazer a aquisição principalmente de alimentos in natura (frutas, verduras e legumes) e evitar os alimentos ultraprocessados (biscoitos, salgadinhos, bolachas, cookies e chocolates). Na pandemia as crianças estão comendo o que está disponível dentro de casa, por isso os pais podem ajudar os filhos a se alimentarem melhor por adquirirem alimentos sem adição de açúcar, conservantes, corantes ou com excesso de sal. 

• Com o lockdown, as redes de fast foods investiram no sistema drive thrur e em aplicativos de entrega. Os pais devem ter cuidado para não caírem na armadilha de deixarem que esses lanches rápidos façam parte da alimentação da família com frequência. Esses lanches possuem pouco valor nutricional e alta densidade energética, o que contribui para o ganho de peso infantil. O consumo frequente desses alimentos que são ricos em gordura, sal e açúcar podem alterar os hábitos alimentares das crianças, levando a seletividade alimentar.

• Os pais podem entrar em contato com a escola do seu filho e solicitar que nas aulas de educação física o professor passe exercícios que possam ser feitos em casa para reduzir o sedentarismo.

• As crianças precisam de rotina para dormirem bem e terem uma alimentação saudável. Os pais devem estabelecer essa rotina com horários regulares para as refeições.
• A exposição às telas (tvs, tablets, smartphones) durante as refeições distrai as crianças do que é realmente importante nesse momento: a comida. A criança não consegue perceber as texturas, sabores e cores do seu prato porque está concentrada nas imagens e sons da tela. Ela também não consegue perceber o quanto está comendo ou em que velocidade está fazendo isso. Faça combinados com seu filho e vá reduzindo o tempo de exposição às telas gradativamente até que ele aceite comer sem distrações.

Roberta Oliveira

Escritora Infantil, Educadora Socioemocional, Coaching Kids, Contadora de Histórias, Animadora Infantil

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