Projeto de leitura conquista estudantes

O professor e escritor Simão de Miranda: “A escola tem uma função crucial pelo desenvolvimento do gosto pela leitura” | Divulgação/Secretaria de Educação

O famoso escritor argentino Jorge Luís Borges afirmou que sempre imaginou o paraíso como uma espécie de biblioteca. Como ele, milhares de amantes dos livros enaltecem a potência da leitura, mesmo com tantos outros dispositivos, como os jogos eletrônicos, as redes sociais e os serviços de streaming.

As imagens retratadas no muro da EC 604, de Samambaia, e o projeto “Leitor de hoje, escritor do 
amanhã” retratam o amor da escola pela leitura | Divulgação/Secretaria de Educação

Para a supervisora pedagógica Gheisa Fernandes Frutuoso, da Escola Classe 604 de Samambaia, o prazer da leitura ainda é vivenciado pelas novas gerações. “Antes das aulas remotas, já desenvolvíamos o projeto. As professoras da sala de leitura são muito atuantes, elas conseguem envolver as crianças. Com a pandemia, a iniciativa ganhou uma versão on-line”, explica.

No episódio desta semana do podcast EducaDF conversamos sobre o projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã”, da Escola Classe 604, de Samambaia. A unidade, tradicionalmente, estimula a leitura entre a criançada e, durante as aulas remotas, têm desenvolvido a Sala de Leitura Virtual. Confira o episódio no canal EducaDF, nas plataformas de áudio.

O projeto “Leitor de hoje, escritor do amanhã” conta com livroteca virtual, gibiteca virtual e contação de histórias com as personagens da Sala de Leitura: Amora, Leleca e Floreca. Os livros são divididos em gêneros literários e por autores. As obras ficam disponíveis bimestralmente, de acordo com a faixa etária dos estudantes.

O professor e escritor Simão de Miranda: “A escola tem uma função crucial pelo desenvolvimento do gosto pela leitura” | Divulgação/Secretaria de Educação

O prazer da leitura

Para Simão de Miranda, professor da rede pública de ensino e escritor de mais de 50 livros, a escola é fundamental para desenvolver o gosto pela leitura. “Deve cuidar, é claro, para que ela não seja didática, doutrinária ou moralizante. É preciso incentivar aquela literatura onde coabitam fantasia e realidade, razão e emoção, imprescindíveis ao desenvolvimento da criança”, afirma.

O estudante Murilo Nobre Faleiro, do 5º ano, é um exemplo da nova geração que não vive sem livros. “Quando não estou estudando, uma das coisas que mais gosto de fazer é ler. Dentre os meus livros preferidos, os que mais se destacam são Extraordinário e a série Diário de um banana. O primeiro passa uma mensagem sobre respeitar as diferenças e o segundo tem várias situações engraçadas”, conta.

De acordo com Gheisa, o feedback positivo dos pais encoraja a continuidade do projeto. “As famílias nos enviam vídeos onde as crianças estão lendo e afirmam que não tiveram acesso à leitura. Sabemos que estamos no caminho certo porque é um momento de ‘leitura deleite’, sem ter obrigação de fazer alguma atividade. É simplesmente ler por amor e por vontade”, finaliza.

 

*Com informações da Secretaria de Educação

 



Fonte: Agência Brasília

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