São João, fogueira e álcool. Cuide-se e evite acidentes!

“O aumento e a diminuição de acidentes estão relacionados ao tamanho da prevenção que é adotada por cada pessoa” Tenente Marcelo de Abreu, do CBMDF

Nesta quinta-feira (24), é celebrado o Dia de São João, data que marca as tradicionais festividades juninas. Contudo, este ano, em função da pandemia, os “arraiás” devem se concentrar em ambientes familiares, com encontros nos quintais de casas ou em pequenas propriedades rurais, como sítios ou chácaras. Além de estar atento aos protocolos de segurança no combate à covid-19, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) alerta para alguns cuidados extras.

Todo cuidado é pouco no manejo com fogueiras, especialmente em época de festas juninas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“Estando em ambientes familiares, o mais propício é, em vez de usar o álcool, fazer a assepsia das mãos com água e sabão”, orienta o tenente Marcelo de Abreu, do CBMDF, lembrando que álcool é uma substância altamente inflamável. “Se não for possível ou não quiser deixar de usar o álcool gel, então o melhor é evitar a aproximação das fogueiras e dos fogos de artifício.”

Os bombeiros estão reforçando orientações para cuidados essenciais a serem tomados nesta época do ano. Em caso de a situação fugir do controle e ocorrerem acidentes, a saída é acionar a corporação, pelo telefone 193. “O aumento e a diminuição de acidentes estão relacionados ao tamanho da prevenção que é adotada por cada pessoa”, salienta o tenente Abreu. “É sempre bom ficar atento a tudo ao redor, em especial às crianças e equipamentos pirotécnicos”.

Olho vivo

“Que os cuidados com queimaduras não morram no mês de junho, afinal as pessoas se queimam diariamente” Anderson Damásio, chefe da Unidade de Queimaduras do Hran

Costume popular nos países da Península Ibérica – Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte do território da França  –, as festas juninas começaram a pipocar no Brasil no século 16. Além da tradição e da simbologia religiosa, com homenagens a santos como São João, São Pedro e Santo Antônio, o evento preza também pelo aspecto social, já que é um momento de confraternização. Daí a importância dos cuidados não apenas com relação à pandemia, mas também no manejo de fogos de artifício, rojões, bombinhas e fogueiras.

As recomendações ganham um calor mais intenso neste mês, quando a campanha Junho Laranja chama atenção à importância de se prevenir contra todos os tipos de queimaduras. “Que os cuidados com queimaduras não morram no mês de junho, afinal as pessoas se queimam diariamente”, alerta o chefe da Unidade de Queimaduras do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o cirurgião plástico Anderson Damásio. “A melhor forma de tratar a queimadura é a prevenção, ou seja, evitando riscos.”

Referência no DF em tratamentos de queimadura, o Hran teve aumento de 76% de internação em comparação aos quatro primeiros meses entre 2019 – quando ainda não havia tinha pandemia – e 2020. Isso ocorre devido aos acidentes domésticos, já que o número de pessoas dentro de casa agora é cada vez maior. No período de festividades juninas – que compreende julho, julho e agosto –, os casos tendem a aumentar.

“Geralmente, o adulto se queima de sete a oito vezes a mais do que a criança”, observa Anderson Damásio. “A criança tende a ter queimaduras mais graves porque a pele é mais fina, mais delicada. Crianças dentro de casa, quase em sua totalidade, se queimam dentro da cozinha. Cozinha e criança não foram feitos um para o outro. Nesta época do ano, é importante se manter afastado de fogueiras, churrasqueiras e artefatos ligados ao fogo.”

Precaução, sempre

Antes de utilizar artefatos pirotécnicos, é importante verificar a faixa etária permitida para o uso de cada produto, conforme orientam os bombeiros. É comum as crianças brincarem com bombinhas. Mas, mesmo na utilização desse dispositivo pela garotada, a recomendação é contar com supervisão de um adulto. Outro detalhe importante é a procedência do equipamento, que deve ser adquirido sempre em lojas autorizadas e credenciadas. “Tanto os fogos de artifício quanto os rojões têm que oferecer condições de qualidade para utilização”, pontua o tenente Abreu.

Outro detalhe pertinente, ele destaca, é o fato de que bebida, fogos de artifício e equipamentos inflamáveis não combinam. Em caso de queimadura, orienta, nunca se deve aplicar sobre o local atingindo qualquer produto: “O indicado é água fria e corrente, procurando, na sequência, atendimento médico”.

Confira, abaixo, as orientações do CBMDF relativas à prevenção contra acidentes com fogo.

  • Evite soltar fogos de artifício ou rojões perto de pessoas, animais, árvores ou rede elétrica. O indicado é fazê-lo em áreas preferencialmente abertas por especialistas
  • Deixe sempre uma vasilha com água por perto no momento do disparo de um artefato e nunca reaproveite ou segure o objeto no caso de falhar, já que ele pode explodir
  • Nada de rojões na mão. O ideal é fazer uso do explosivo com um suporte
  • Respeite uma distância mínima de 50 metros da vegetação e jamais acenda fogo sob instalações elétricas, nem nas proximidades
  • Limpe o local onde será feita a fogueira e coloque areia entre o solo e troncos
  • Evite brincadeiras perto de fogueiras e redobre a atenção com crianças.


Fonte: Agência Brasília

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