DF aplicou 193 mil doses em moradores de outros estados

Em seis meses, a Secretaria de Saúde já aplicou 1.565.638 doses de vacina contra a covid-19 no Distrito Federal. Pouco mais de 12% desse total alcançou moradores de outros estados que se vacinaram na capital. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20).

A maior parte da população de fora vacinada no DF veio do estado de Goiás (86.380 doses), seguida pelos mineiros (21.766 doses) | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Eles também revelam que a cobertura vacinal ultrapassa a casa dos 100%, tanto na primeira quanto na segunda dose, em pessoas com 70 anos ou mais. Isso ocorre porque a rede pública de saúde vacinou um público além da estimativa populacional. Neste caso, pessoas que não residem no DF.

O acesso ao Sistema Único de Saúde é universal e a Secretaria de Saúde não restringe a vacina para quem quer receber a primeira dose. No entanto, a segunda dose é aplicada apenas em quem iniciou o esquema vacinal no DF ou, caso seja morador da capital e se vacinou em outra unidade da federação, pode completar o ciclo vacinal desde que esteja na faixa etária que está sendo vacinada e apresentando justificativa em algum ponto de vacinação.

Até o final deste mês, a previsão é vacinar 184.817 pessoas com a segunda dose e completar o ciclo vacinal de quem recebeu a vacina AstraZeneca em abril ou CoronaVac em junho

Dados por estado

A maior parte da população de fora vacinada em solo brasiliense veio do estado de Goiás. Foram 86.380 doses aplicadas em cidadãos goianos, sendo 60.272 primeiras doses (D1), 23.886 segundas doses (D2) e 2.222 doses únicas (DU). Em seguida, 21.766 mineiros se vacinaram no DF, sendo que 15.312 receberam a D1, 6.146 a D2 e 308 a dose única.

Há registro da vacinação de pessoas que moram em todos os estados brasileiros, como São Paulo, de onde vieram 9.622 pessoas para receber a D1, além de 3.238 que completaram o esquema vacinal no DF e outras 189 que receberam a dose única da vacina Janssen.

Percentual de vacinados

Considerando todos os vacinados na capital federal até o dia 19 de julho, tendo em vista somente as faixas etárias, completaram o ciclo vacinal com as duas doses quem tem 70 anos ou mais. No entanto, a população entre 60 e 69 anos ainda não completou os 100% de percentual de vacinados com a primeira dose conforme a estimativa populacional do DF, que é de 204.089 moradores.

Até o momento, a cobertura vacinal é de 96,3% para quem tem entre 65 e 69 anos e de 93,4% para quem tem entre 60 e 64 anos. A Secretaria de Saúde lembra que o público com 60 anos ou mais não precisa agendar atendimento para ser vacinado. Basta ir em um dos 53 pontos de vacinação para receber a primeira dose do imunizante.

Com a dose de reforço, o público de 65 a 69 anos já está com 90,07% das pessoas imunizadas e o de 60 a 64 com 26,44%. O percentual mais baixo na faixa etária dos 60 a 64 anos ocorre porque a grande maioria desse público recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca em abril e ainda está dentro do prazo para completar o ciclo vacinal.

Considerando quem tem entre 50 e 59 anos, a cobertura da D1 já ultrapassa a casa dos 80% e chega a 65% para quem tem entre 45 e 49 anos.

Mais doses

O governo federal se comprometeu a enviar esta semana para o DF 132.320 doses da vacina, sendo 92.232 para D1 e 40.088 para D2. A Secretaria de Saúde aguarda a confirmação da chegada dos imunizantes para estender a campanha para quem tem menos de 40 anos de idade.

A campanha de vacinação no DF avança conforme a capital do país recebe imunizantes do Ministério da Saúde. A inclusão de novas faixas etárias é possível considerando o número de doses disponíveis.

Até o final deste mês, a previsão é vacinar 184.817 pessoas com a segunda dose e completar o ciclo vacinal de quem recebeu a vacina AstraZeneca em abril ou CoronaVac em junho.

Perdas técnicas

Durante a campanha de vacinação contra a covid-19, 8.114 doses foram perdidas, o que está dentro da margem de perda técnica, cuja reserva é de 10% das doses. A maior parte dessas perdas (7.547) ocorreu por volume inferior, ou seja, que não completava o total de doses previstas no frasco.

Vale ressaltar que no dia 5 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que o Instituto Butantan reduzisse o envase da vacina CoronaVac de 6,2 ml para 5,7 ml. Depois disso, houve um aumento significativo de queixas técnicas de volume inferior ao descrito em bula dessa vacina. Todas as ocorrências foram comunicadas à Anvisa para providências.

 

*Com informações da Secretaria de Saúde



Fonte: Agência Brasília

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