Evento em homenagem ao protagonismo das mulheres negras

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) elaborou uma programação em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana, Caribenha e da Diáspora, comemorado neste domingo (25), por meio da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (Subdhir). O evento ocorre nesta segunda-feira (26) e tem o objetivo de conscientizar a população do Distrito Federal sobre as dificuldades e conquistas da mulher negra.

“O reconhecimento desta data é fundamental para marcar o protagonismo das mulheres negras na formação social, cultural e política do Brasil” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Na própria segunda (26), haverá uma webconferência, às 10h, com o tema Racismo Estrutural e Saúde da Mulher Negra em alusão ao Dia 25 de Julho – Dia da Mulher Negra Afro-Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A atividade será promovida com apoio da Escola de Aperfeiçoamento do SUS (Eapsus), Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), em parceria com a Gerência de Populações Vulneráveis e Programas Especiais (GASPVP/ SES/DF), Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (Subdhir), além do Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero (Nedig/UnB) e Ilê Axé Oyá Bagan.

O encontro será no canal da Eapsus no Youtube.

Sobre o Dia 25 de Julho

A data do dia 25 de julho foi instituída em 1992 quando, em Santo Domingo, na Republica Dominicana, foi criada a Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas.
“O reconhecimento desta data é fundamental para marcar o protagonismo das mulheres negras na formação social, cultural e política do Brasil”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

A Sejus reforça a importância do Dia 25 de Julho como forma de celebrar conquistas, denunciar violência e seguir na busca por acesso a direitos fundamentais

Para o subsecretário de Políticas de Diretos Humanos e de Igualdade Racial, Diego Moreno de Assis e Santos, esta data contribui para a visibilidade da luta das mulheres negras que vivem na América Latina e Caribe, muitas destas marcadas por violências e as mais cruéis formas de discriminação.

A Sejus reforça a importância do Dia 25 de julho como forma de celebrar conquistas, denunciar violência e seguir na busca por acesso a direitos fundamentais. Sendo, também, um momento de reflexão não só das mulheres negras no Brasil, mas voltando o olhar aos países que foram colonizados e tem efeitos tão presentes destes indicadores.

Rainha Tereza

Em âmbito nacional, a data faz alusão ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituída por meio da Lei nº 12.987/2014. Rainha Tereza viveu no século 18 no Vale do Guaporé- MT e liderou o Quilombo de Quariterê, após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados, comandando a estrutura política, econômica e administrativa da comunidade. Registros históricos apontam que ela comandou uma comunidade de três mil pessoas, unindo negros, brancos e indígenas para defender o território onde viviam, resistindo bravamente à escravidão por mais de 20 anos.

Dados

De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, mulheres negras estão mais suscetíveis ao desemprego. Quando verificados os marcadores de gênero e raça na violência, houve redução de 8,4% entre 2017 e 2018. No entanto, a situação melhorou apenas para mulheres não negras. Assim, verificou-se que no período enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras caiu 11,7%, a taxa entre as mulheres negras aumentou 12,4%.

Em 2018, 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras. Enquanto entre as mulheres não negras a taxa de mortalidade por homicídios no último ano foi de 2,8 por 100 mil, entre as negras a taxa chegou a 5,2 por 100 mil, praticamente o dobro.
Segundo as estatísticas, as mulheres negras, indígenas e de comunidades tradicionais apresentam percentuais maiores do que mulheres não negras com a falta de acesso ao pré-natal, seguido dos alarmantes casos de violências obstétricas.

Programação:

Data: 26 de julho

Horário: 10h

Expositoras:
– Jaqueline Fernandes: Importância do dia 25.7: Desafios e Conquistas da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha;
– Damiana Neto: Saúde da Mulher Negra;
– Maria Eduarda (Madu): A luta das mulheres negras trans por igualdade, direitos e voz na política de saúde

– Adna Santos (Mãe Baiana): A importância dos Saberes Tracionais e o Sagrado para Mulher Negra.

O encontro será no canal da Eapsus no Youtube.

 

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania



Fonte: Agência Brasília

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