Uma história de companheirismo na memória de Brasília

Nesta terça-feira (20), comemora-se o Dia do Amigo, data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas, um dos pilares do bem-estar. Ao longo da história do Distrito Federal, grandes exemplos de companheirismo marcaram época, mas nenhum desses se mostrou tão consolidado quanto o de Juscelino Kubitschek e Affonso Heliodoro dos Santos, fiel escudeiro do ex-presidente desde a infância.

“Uma amizade formidável, tão grande, que me arrastou até Paris para morar com ele” Affonso Heliodoro, em entrevista à TV Record, em 2018

Assim como JK, Affonso nasceu em Diamantina (MG), onde, ainda pequeno, teve aulas com a mãe de seu amigo, Júlia Kubitschek. A partir daí, a relação entre os dois foi se estreitando cada vez mais até se tornarem parceiros na política também.

O Coronel Heliodoro já se fazia presente quando Kubitschek foi candidato ao Governo de Minas Gerais, coordenando a campanha do amigo e sendo, em seguida à eleição, chefe do Gabinete Militar.

Depois do término do período de presidência de Juscelino, Heliodoro decidiu seguir o camarada nos anos de exílio, na França. Após receber uma carta do ex-presidente, alegando saudades do Brasil e do próprio Affonso, o Coronel decidiu, dias depois, embarcar para Paris, uma vez que JK estava sozinho.

“Uma amizade formidável, tão grande, que me arrastou até Paris para morar com ele”, disse Affonso Heliodoro em uma entrevista para a TV Record, em fevereiro de 2018.

Os dois moraram juntos na capital francesa até o fim do “isolamento”, quando Kubitschek decidiu partir para Nova York e Affonso Heliodoro para o Rio de Janeiro. De volta ao Brasil, foi Affonso Heliodoro quem presidiu o Memorial JK, localizado no Eixo Monumental, desde a inauguração do espaço, em 1981, até 1997.

*Com informações do Arquivo Público de Brasília



Fonte: Agência Brasília

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