Vacinação contra a influenza segue baixa nos grupos prioritários

Após quatro meses do início da campanha de vacinação contra a gripe, o Distrito Federal ainda não conseguiu atingir a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, que é ter ao menos 90% do público prioritário (veja abaixo) vacinado contra o vírus influenza. A vacina garante proteção contra os vírus influenza A H1N1 e H3N2, e influenza B. Para ser vacinado, basta procurar o ponto de vacinação mais próximo. Desde o dia 5 de julho, o imunizante está disponível para quem tem a partir dos seis meses de idade.

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A, B, C e D | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

A vacina contra influenza reduz as chances de a pessoa desenvolver a forma mais grave da doença. Os primeiros grupos contemplados com a vacina foram as crianças acima de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, idosos e profissionais de saúde por integrarem o grupo de risco. A cobertura vacinal desse público está abaixo da meta. Crianças, gestantes e puérperas, apesar de terem iniciado primeiro a vacinação, ainda não chegaram a pelo menos 70% de cobertura.

Até o momento, o grupo que apresenta a cobertura mais elevada, porém ainda distante dos 90%, é o dos professores (75,7%), seguido dos idosos (69%) e gestantes (65,1%). Considerando a população que recebeu a vacina fora dos grupos prioritários, o número de vacinados chega a 349.360.

Veja o número de vacinados considerando os grupos prioritários:

Arte: SS-DF

A vacina não é indicada para crianças com idade inferior a 6 meses de idade, e pessoas com história de anafilaxia a doses anteriores apresentam contraindicações a doses subsequentes. Porém, na maioria dos casos, a vacina contra influenza tem um perfil alto de segurança e são bem toleradas.

Regiões de Saúde

Dentre as Regiões de Saúde, a Região Central apresenta as coberturas vacinais mais elevadas para os grupos de crianças (82,3%) e gestantes (136,7%); a Região Sul para o grupo de puérperas (91,2%) e idosos (97,7%); a Região Centro-Sul para os trabalhadores de saúde (65,0%) e a Região Leste para os grupos de professores (163,7%) e comorbidades (51,8%).

O percentual maior que 100% ocorre porque a região vacinou pessoas além da expectativa populacional da área. Ou seja, pode ter vacinado indivíduos que residem em outras regiões do DF ou de outros estados.

A doença

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A, B, C e D. O vírus A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias. O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados.

Essas áreas têm como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos. Por isso, é importante todos os anos participar da campanha.

Intervalos

Se recebeu a vacina contra a covid-19 dos laboratórios AstraZeneca, Janssen ou Pfizer-BioNTech, é necessário aguardar 14 dias após a primeira ou segunda dose para se vacinar contra influenza. Se recebeu a CoronaVac, o recomendado é vacinar 14 dias após completar o ciclo vacinal com a segunda dose.

Desde o início da campanha, já foram aplicadas 968.134 doses da vacina no Distrito Federal. Para a campanha, o DF recebeu 1.175.940 doses, sendo que 5% desse total faz parte do percentual de perda técnica.

Veja onde se vacinar:

Arte: SS-DF

 

*Com informações da Secretaria de Saúde



Fonte: Agência Brasília

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