Policiais mais preparados para negociar crises no DF

As ocorrências são de alta tensão e o estresse vai nas alturas. Casos que envolvem crimes de sequestro, tentativas de suicídio ou mesmo confrontos em manifestações requerem diálogo com paciência e autocontrole capazes de evitar tragédias e perdas de vida. E é com esse papel mediador que o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Polícia Militar (PMDF), formou nessa sexta-feira (19) mais 22 agentes no VI Curso de Negociador Policial.

Por 45 dias, agentes participaram de treinamento sobre casos que envolvem crimes de sequestro, tentativas de suicídio ou confrontos em manifestações | Fotos: Divulgação/PMDF

O treinamento, promovido pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), envolveu 16 oficiais da PM do Distrito Federal, um da Polícia Civil, dois policiais militares do Acre, um do Maranhão e dois integrantes da Polícia Legislativa do Congresso Nacional.

Com a formação, os policiais tornam-se oficialmente negociadores, aptos a exercer a função nas mais variadas operações durante uma crise

Por 45 dias, eles enfrentaram simulações de casos críticos dos mais variados graus de estresse, incluindo negociações envolvendo reféns e suicidas. Na grade curricular do curso também foram tratadas práticas de neurolinguística, psicologia, oratória, primeira intervenção em crises, terrorismo, técnicas verticais (que são negociações em lugares altos), além de táticas e teoria geral de negociação.

Com a formação, esses policiais tornam-se oficialmente negociadores, aptos a exercer a função nas mais variadas operações durante uma crise. Isso demonstra a preocupação do GDF, por meio da Polícia Militar, na manutenção de uma tropa alinhada com as técnicas mais atuais de segurança pública no DF e no mundo. “A negociação policial é uma alternativa tática para a resolução de crises, com equipamentos e treinamentos especiais”, explica o comandante do Bope-DF, major Lúcio Flávio.

Atualmente, a PMDF já conta com 14 oficiais aptos à negociação. Com as novas formações, esse número sobe para 30. Para ingressarem no curso, os alunos se submeteram a um rigoroso processo de seleção onde foram entrevistados por psicólogos, que filtraram os perfis que a atividade de negociação exige, além de testes de habilidades físicas e de redação.

Comandante da Companhia de Negociação Policial do Bope, o tenente Thiago Oliveira é um dos novos capacitados a assumir as negociações em casos de alta complexidade geridos pela corporação. Aos 33 anos, 10 deles como militar da PM, o oficial conta que a experiência adquirida na formação vai além da atuação profissional. “Serve também para a vida. Além disso, coloca a PMDF especializada e mais bem preparada para lidar com pessoas em momentos de transtorno e confusão mental”, conta ele.



Fonte: Agência Brasília

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