Saúde das crianças: a importância do uropediatra

 Em outubro, mês em que é comemorado o Dia das Crianças, vale lembrar dos cuidados em relação à saúde da garotada. Doenças relacionadas ao trato urinário não são exclusivas aos adultos. As crianças também estão sujeitas a infecções, inflamações e disfunções, tratadas pelo urologista. O que muitos não sabem, é que acompanhar o aparelho gênito-urinário, por um especialista uropediatra, é essencial, inclusive, para evitar problemas futuros.

 


A consulta com o especialista faz parte da avaliação pediátrica de rotina e começa ao nascimento. Ainda na sala de parto, é feito o exame da genitália masculina e feminina, em busca de alterações ou imperfeições. De acordo com o médico uropediatra do Hospital Urológico de Brasília, Dr. Guilherme Coaracy, nessa fase precoce, somente é recomendada avaliação especializada em caso de algum achado anormal pelo pediatra. “Se tudo corre bem com a criança, recomenda-se uma primeira visita ao urologista em meninos, aproximadamente, aos três anos de idade, momento em que a criança larga as fraldas. Avaliamos a presença de fimose - incapacidade ou dificuldade parcial de expor a glande (cabeça do pênis) -, ou de distúrbios do armazenamento e do esvaziamento da bexiga, além de dar orientações aos pais e aos garotos sobre higiene local”, explica.

 

Segundo o médico, a avaliação urológica de rotina, em meninas, não é necessária, mas é preciso ter atenção, pois elas também podem sofrer de alteração do trato urinário que podem levar a infecções ou a distúrbios miccionais. Já os meninos, devem realizar também avaliações em outros dois momentos: aos 10 anos (início da puberdade) e aos 16 ou 17 anos – com a preparação para o início da vida adulta. O especialista destaca que os motivos são diferentes. No período pré-púbere, é avaliado o desenvolvimento genital. Geralmente, também são corrigidos os hábitos de higiene, já que, segundo Dr. Guilherme, muitos, nessa idade, já não permitem mais o acompanhamento dos pais.

 

“Orientamos ainda, os pais ou responsáveis e pré-adolescentes, sobre alterações que vão ocorrer no corpo dos meninos, e sobre a torção testicular, quando um dos testículos gira em torno do seu próprio eixo e compromete a sua vascularização”, explica. Já na adolescência, o foco é a vida sexual, principalmente sobre as prevenções de gravidez indesejada e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)”, aponta.

 

Fimose

Uma das patologias mais conhecidas pelos pais de meninos é a fimose. Ela consiste na incapacidade ou dificuldade parcial de expor a glande (cabeça do pênis). “Quando a ponta do prepúcio exibe um anel estreito, inelástico, que impede a passagem da glande, se tem a fimose”, explica o especialista. Considerada fisiológica ao nascimento, de acordo com o Dr. Guilherme, estima-se que até os 3 anos, 90% das crianças já a tenham resolvido espontaneamente e, no final da adolescência, menos de 1% dos meninos permanecem com a alteração.

 

Ao contrário do que muitos acreditam a fimose não é uma condição genética. Ou seja, não há uma herança de pai e mãe para filho, e sim uma característica pessoal do menino ao nascimento.

 

O Hospital Urológico de Brasília

Há 30 anos, o Hospital Urológico de Brasília se dedica a diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes com distúrbios urológicos. Com estrutura física e tecnologia avançada, o hospital foca em um atendimento seguro e humanizado, por meio de políticas preventivas e ações curativas. O HU oferece atendimento de urgência e emergência 24 horas, e oferece, num só espaço, toda a estrutura para exames, cirurgias e internação que o paciente precisar. Desde laboratório de análises clínicas e diagnóstico por imagem próprio (tomografia, ecografia e estudo urodinâmico), a um moderno centro cirúrgico, excelentes leitos de internação (apartamentos e enfermaria) e o serviço de atendimento ambulatorial.

 

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