DF registrou 5 casos de infecção pelo vírus influenza em 2021

| Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo-SES

Nos períodos do ano em que os termômetros registram temperaturas mais baixas, ocorre também o aumento da circulação dos vírus respiratórios. A gripe pode ser ocasionada por diversos vírus, mas alguns possuem formas de agravamento mais severas. A Secretaria de Saúde monitora os casos de internação causados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e também realiza amostras de forma sentinela de síndromes gripais (SG) que não necessitam de internação.

O DF conta com unidades sentinelas que realizam a testagem por amostragem de casos com sintomas gripais: UBS 2 Asa Norte, UBS 12 Ceilândia, UBS 1 Paranoá, UBS 5 Planaltina, UBS 12 Samambaia, UBS 1 Santa Maria, UPA Núcleo Bandeirante e Hospital Brasília| Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo-SES

Um dos vírus respiratórios mais comuns entre os que causam agravamento é o influenza, que é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus dos tipos A, B, C e D. O tipo A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias.

O boletim mais recente, com dados até 20 de dezembro, aponta que no DF há notificação de três casos de SRAG confirmados como influenza, o que significa que são casos que necessitaram de hospitalização, e outros dois casos de influenza confirmados pelas unidades sentinelas de síndrome gripal, em que não houve a necessidade de internação.

“Como a campanha ocorreu em paralelo à vacinação contra a covid-19, percebemos que muitas pessoas ficaram temerosas em receber os dois imunizantes, mas as duas vacinas podem ser aplicadas inclusive no mesmo dia, conforme orientação do Ministério da Saúde” Renata Brandão, gerente da Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SVS

Casos

Entre os três casos internados, um foi de um morador do DF que contraiu a doença em São Paulo e foi confirmado para H3N2 e outros dois com infecção autóctone. Desses, apenas um foi possível subtipar como H3N2 e todos os internados já receberam alta. Há também o registro de mais dois casos confirmados de síndrome gripal por influenza: um é do subtipo H3N2 e o outro não está subtipado. No total, até o momento, foram notificados cinco casos.

“É importante esclarecer que existe um fluxo específico para o registro e notificação dos casos classificados como SRAG e síndrome gripal, estabelecido pelo Ministério da Saúde. A notificação pelas unidades públicas e privadas deve ocorrer para os casos graves em que há a necessidade de internação. Isso permite o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados graves e óbitos e a identificação dos vírus circulantes”, explica a enfermeira da Diretoria da Vigilância Epidemiológica da SES, Geila Maria.

O DF conta ainda com unidades sentinelas que realizam a testagem por amostragem de casos com sintomas gripais, conforme preconizado pelo Ministério. São elas: UBS 2 Asa Norte, UBS 12 Ceilândia, UBS 1 Paranoá, UBS 5 Planaltina, UBS 12 Samambaia, UBS 1 Santa Maria, UPA Núcleo Bandeirante e Hospital Brasília.

“A secretaria tem acompanhado o aumento expressivo dos casos de influenza que vêm ocorrendo em outros estados. É importante que as unidades hospitalares do DF notifiquem os casos para a SES. Também é necessário que a população fique atenta aos cuidados básicos caso apresente sintomas gripais, como o uso de máscara, higienização das mãos constante, evitar aglomeração e, se for espirrar, cobrir com o antebraço”, reforça Geila.

A cada ano a vacina contra a gripe é produzida para combater as principais cepas que circularam no ano anterior. A vacinação anual previne possíveis agravamentos e mortes pela doença| Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo-SES

Teste

A testagem para influenza pode ser realizada por teste rápido ou por PCR. Na rede pública são utilizados os kits de PCR encaminhados pelo Ministério da Saúde. A testagem é realizada em pacientes internados com SRAG e em demais pacientes conforme critérios clínicos previamente estabelecidos.

Garantir a proteção contra o vírus influenza é tão importante quanto se proteger do novo coronavírus Sars-CoV-2. O vírus da gripe pode ser agente das formas graves da doença, especialmente no período mais frio do ano. A vacinação anual previne possíveis agravamentos e mortes pela doença.

A cada ano a vacina contra a gripe é produzida para combater as principais cepas que circularam no ano anterior. Em 2021 as cepas contidas na vacina são: Influenza A/Victoria/2570/2019 (H1N1) pdm09; Influenza A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); Influenza B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Vacinação

A vacina contra influenza segue disponível nas unidades de saúde. São cerca de 30 mil doses distribuídas nos pontos de vacinação. A campanha teve início em abril para alguns grupos específicos. Mas desde julho, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o imunizante foi disponibilizado para toda a população, com exceção das crianças menores de seis meses que não podem receber esse imunobiológico.

“Temos visto o aumento de casos de influenza em diversos estados, principalmente no Rio de Janeiro. A vacina contra a influenza é segura e previne contra as formas mais graves da doença. Como a campanha ocorreu em paralelo à vacinação contra a covid-19, percebemos que muitas pessoas ficaram temerosas em receber os dois imunizantes, mas as duas vacinas podem ser aplicadas inclusive no mesmo dia, conforme orientação do Ministério da Saúde”, destaca a gerente da Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SVS, Renata Brandão.

 

*Com informações da Secretaria de Saúde



Fonte: Agência Brasília

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