Saiba como identificar os agentes de vigilância ambiental

Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Diariamente, os Agentes de Vigilância Ambiental (Avas) vão de casa em casa orientar a população sobre o perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypti. Além disso, os servidores eliminam possíveis focos ou tratam os prováveis depósitos de ovos do mosquito com o uso de larvicida. O papel dos agentes é importante no combate ao aedes e, por isso, é fundamental permitir as visitas de rotina.

Gestores segurando os uniformes dos novos agentes de vigilância ambiental. Da esquerda para a direita: subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero; secretário adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno; e secretários de Saúde, Manoel Pafiadache, e de Trabalho, Thales Mendes | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Os servidores sempre estarão uniformizados e usando crachá funcional. Recentemente, a Secretaria de Saúde contratou 500 profissionais para somar esforços nas ações diárias. Eles usarão um colete na cor azul com a logomarca do Governo do Distrito Federal e com o brasão do Distrito Federal. Os Avas mais antigos continuarão usando o colete na cor bege com o brasão do GDF, além do crachá.

Os agentes de vigilância ambiental mais antigos continuarão usando o colete na cor bege com o brasão do GDF, além de crachá

“Os uniformes vão ajudar na identificação destes agentes recém-contratados e que atuarão nas ruas do DF contra possíveis focos de mosquito da dengue e atendendo as demandas de saúde da população. É uma integração entre a Vigilância à Saúde e a Atenção Primária”, afirma o secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache.

De acordo com o gestor, é de extrema importância que a população receba os agentes de saúde que estão devidamente uniformizados.

Parceria

A dengue apresenta um comportamento sazonal no Distrito Federal, ocorrendo, principalmente, entre os meses de outubro a maio – que são os mais chuvosos. Além das ações da Vigilância Ambiental, a população deve ser a principal aliada no combate à dengue

Os novos uniformes também identificarão os 500 novos agentes comunitários de saúde (ACSs), que atuam nas equipes de Saúde da Família. A aquisição dos uniformes é fruto de uma parceria entre as secretarias de Saúde e de Trabalho.

Além deles, foram confeccionadas mil mochilas, tudo produzido pela Fábrica Social. A ideia é produzir mais 3 mil coletes e mochilas do novo modelo para os Avas e ACSs que já atuam na rede.

Ações contra a dengue

As ações de combate à dengue não param. Independentemente da época do ano, os agentes de vigilância ambiental estão sempre vistoriando as residências e terrenos de todo o Distrito Federal para combater o mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 45, observa-se neste ano um decréscimo de 70,9% no número de casos prováveis de dengue em residentes no DF se comparado ao mesmo período de 2020, quando foram registrados 46.043 casos prováveis da doença no DF. Em 2021, até o momento, foram notificados 13.382 novos casos.

Comportamento sazonal da doença

A dengue apresenta um comportamento sazonal no Distrito Federal, ocorrendo, principalmente, entre os meses de outubro a maio – que são os mais chuvosos. Além das ações da Vigilância Ambiental, a população deve ser a principal aliada no combate à dengue, fazendo sua parte.

Mesmo uniformizados, com crachá e coletes de identificação, nossos agentes de vigilância ambiental ainda são barrados e ficam impedidos de fazer a inspeção. Cada casa a menos pode significar um foco do mosquito que não foi identificado e nem tratado Edi Xavier de Faria, gerente de Campo de Vetores e Animais Peçonhentos da Vigilância Ambiental

“Toda a sociedade deve contribuir limpando seus quintais. É de extrema importância descartar qualquer objeto que possa acumular água parada, observar plantas, calhas e outros locais que possam servir de criadouros do mosquito”, afirma o gerente de Campo de Vetores e Animais Peçonhentos da Vigilância Ambiental, Edi Xavier de Faria.

Outra contribuição importante da população é colaborar com as inspeções dos agentes de vigilância ambiental, pois segundo o gerente, uma das grandes dificuldades hoje em dia é adentrar as residências.

“Mesmo uniformizados, com crachá e coletes de identificação, nossos agentes de vigilância ambiental ainda são barrados e ficam impedidos de fazer a inspeção. Cada casa a menos pode significar um foco do mosquito que não foi identificado e nem tratado”, explica.

Segundo Edi Xavier, a última semana foi utilizada para fazer o Liraa (Levantamento de Índice Rápido por Amostragem), em que são selecionados 20% dos imóveis de cada região para receberem uma vistoria completa, com identificação dos locais onde há mais focos do mosquito, como caixa d’água, vasilha de planta, balde.

Com os resultados do Liraa é possível ter uma visão geral de como está a dengue no Distrito Federal. O gerente adianta que, pelos resultados que já recebeu dos núcleos de inspeção, o índice vai ser um pouco elevado, pois os agentes estão encontrando muitos focos, em consequência dos dias chuvosos.

“Após os resultados do Liraa os agentes voltam nos locais e fazem o tratamento de 100% das casas, ou seja, o tratamento é realizado em um raio de 300 metros do local identificado com foco”, esclarece.

Função dos agentes

Edi Xavier destaca que os agentes de vigilância ambiental têm papel fundamental no combate à dengue, mas a função deles é orientar a população, inspecionar as residências e realizar o tratamento nos focos encontrados.

“A população deve ser aliada dos agentes de vigilância ambiental e abrir a porta de casa para eles fazerem as inspeções”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 



Fonte: Agência Brasília

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