Samu, olhar humano e sensível

Cleide Regina Pacheco, há 12 anos enfermeira do Samu, tem uma rotina intensa de trabalho, atendendo diariamente diversos tipos de chamados, desde problemas cardíacos, vítimas de acidentes e de violência, até casos simples | Fotos: Renato Araújo / Agência Brasília

Agilidade, paciência e empatia são pré-requisitos necessários para integrar uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade responsável pelas cidades do Recanto das Emas e de Samambaia, denominada Núcleo Sudoeste II, é composta por cinco viaturas. No Recanto das Emas, cada uma das três viaturas faz até oito atendimentos por dia, o que significa uma média de 720 ao mês. Muitos desses socorros são determinantes na vida dos pacientes.

O Samu conta com equipes que reúnem médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores socorristas. Das três viaturas do Recanto das Emas, uma é avançada e as outras duas são básicas. Já Samambaia dispõe de duas ambulâncias básicas.

Entre as diversas formas de chamados que recebem, as equipes do Samu acabam fazendo também atendimento “mais social que emergência médica”

A diferença entre as duas configurações é que a avançada dispõe de equipamentos como desfibrilador, bombas de infusão e ventilação mecânica para pessoas intubadas, usados no atendimento a casos graves, a exemplo de infartos e paradas cardíacas. A equipe da ambulância avançada conta com médico, enfermeiro, auxiliar e condutor socorrista. Já na viatura básica, a equipe é composta  por enfermeiro, técnico e condutor socorrista.

A enfermeira Cleide Regina Pacheco, servidora da Secretaria de Saúde há 20 anos, 12 desses no Samu, define seu dia a dia como intenso, mas também gratificante. Sua rotina de trabalho começa às 7 h, quando ela chega ao posto e confere rapidamente os materiais, enquanto espera a primeira chamada. Em oito horas de trabalho, Cleide e os colegas de equipe, Kátia Maria, também enfermeira, e Rodrigo, socorrista, atendem diversos tipos de chamados, desde problemas cardíacos, vítimas de acidentes e de violência, até casos simples.

No início da tarde da última sexta (22), a equipe da qual Cleide faz parte foi acionada para atender um chamado. Em menos de dez minutos, o grupo chegou ao local. Tratava-se um homem de cerca de 50 anos caído na rua. Além de aparentar ter bebido muito, ele era especial e tinha dificuldades para responder perguntas básicas, como seu nome e endereço. “O atendimento dessa pessoa é muito mais social que emergência médica. São comuns casos assim”, disse Cleide.

“Agora vamos acionar a regulação, ver se é preciso levar para uma UPA. Mas, como ele não apresenta nenhuma alteração nos sinais vitais, acho que não será necessário encaminhar para a unidade”, disse a enfermeira Kátia, enquanto ligava para o sistema de regulação. Alguns minutos depois, foi confirmado que não era preciso encaminhar o paciente para a UPA. A cada pessoa atendida, o sistema de regulação é acionado para orientar sobre o que fazer e para onde levar.

Covid

Cleide trabalhou durante o pico da pandemia de covid. Ela disse que muitas vezes precisou dobrar o seu plantão de oito horas. “Várias vezes tive que comer na viatura. Eram pacientes muitos graves e poucos leitos”, lembra. Cleide e Kátia contam que não contraíram a doença na fase aguda da pandemia. As duas tiveram covid somente no início deste ano, depois de vacinadas.

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Fonte: Agência Brasília

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